Para investir na carreira

A analista do Ministério da Justiça Érica Boraschi, 38 anos, investiu num curso de inglês de verão porque prefere concentrar os estudos nesta época do ano. “Este é um período tumultuado para viajar. Fazer um intensivo acaba valendo mais a pena do que frequentar aulas duas vezes por semana durante um semestre inteiro”, compara. Além de aprender, ela se prepara para outros planos. “Como pretendo fazer pós-graduação no exterior, preciso ter fluência em outra língua. Embora os resultados não sejam imediatos, investir em capacitação é o mais importante”, declara.

Assim como Érica, não faltam interessados nem opções para aproveitar os meses de férias para se capacitar, mudar de profissão ou deslanchar na própria carreira. “Explorar cursos de curta duração é uma boa oportunidade para quem não tem tempo de fazer aulas presenciais ao longo do semestre. Observar a carga horária é o primeiro passo para determinar se vai ser possível se dedicar, além de escolher um tema com o qual possua afinidade”, afirma Beatrice Martins Müller, conselheira profissional da Maximus Consultoria.

A aposta em aulas de língua estrangeira continua em alta. Maria Lucia Willemsens, diretora-superintendente da Cultura Inglesa, acredita que falar outro idioma é essencial no currículo de quem almeja uma carreira promissora. “Encontrar profissionais que falem uma segunda língua fluentemente está cada vez mais difícil para as empresas. Apesar de o idioma não ser mais considerado um diferencial para o mercado, quem conta com proficiência sai à frente dos outros”, diz. Segundo ela, cursos de férias são especialmente vantajosos para executivos que não dispõem de tempo em outros períodos do ano. “O sucesso da formação não é definido pela duração. Se o aluno se aplica e escolhe uma opção de qualidade, sairá apto”, observa.

Novos patamares

O paioleiro — profissional responsável pela guarda de munições — Michael Navarros Teixeira, 22 anos, aproveita a folga do mês de janeiro para começar um curso de técnico em logística no Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac). Na hora de decidir que curso de capacitação fazer, pesou a demanda do mercado. “Estava em dúvida entre segurança do trabalho e logística. Optei pela última, pois há mais opções para essa área”, conta. Michael também aposta no curso de olho numa promoção.

Foi também com o objetivo de alavancar a carreira que a assistente em administração Caroline Teixeira DuMond, 32 anos, resolveu fazer um curso de verão na UnB Idiomas — escola vinculada à Universidade de Brasília. Formada em administração de empresas, a servidora pública conta com adicionais por qualificação no salário, e o curso é bem-vindo. “Certificados de idiomas, especializações e participação em congressos com carga horária relevante podem aumentar o que ganho, além de serem ótima oportunidade de aprendizado.”

Busca contínua

A psicóloga e coach profissional Lúcia Romão afirma que o início do ano tende a ser o período mais aproveitado por empreendedores e pessoas que almejam deslanchar na profissão. Ela ressalta, porém, que a busca por capacitação deve ser contínua. “O profissional — novato ou experiente — precisa manter-se competitivo para progredir. Capacitar-se é o caminho mais seguro para quem sente necessidade de se atualizar”, diz. Lúcia ressalta que o foco não deve ser exclusivamente monetário. “Muitas pessoas pensam apenas em promoções e no aspecto financeiro, mas, para se aperfeiçoar ou expandir o leque de opções profissionais, é preciso estar aberto para aprender e se dedicar”, pondera.

DSC03013O Vigilante Wader Martins Filho, 25 anos, investiu num curso de técnico em segurança do trabalho. Segundo ele, além de um salário melhor, devido à carga horária do curso, ele pode adquirir mais conhecimento sobre segurança corporativa, meio em que atua há quatro anos. “Eu me formei em gestão de recursos humanos recentemente, mas gosto da área de segurança. Com o curso, tenho maiores possibilidades na função”, conta.

Os cursos de férias também são opção para quem deseja trocar de carreira. O vendedor Eduardo de Oliveira Bento, 30 anos, começou um intensivo de vigilante e brigadista em dezembro e está prestes a terminar a formação. Para ele, esta época é mais tranquila para estudar. “Pretendo fazer o concurso da Polícia Federal e da Polícia Civil, pois gosto da área de segurança. Cursos de férias são rápidos, e o mercado tem uma demanda alta para profissionais dessa área. Depois que terminar, pretendo exercer a função e especializar-me, por meio de outros cursos técnicos relacionados”, diz.

Palavra de especialista
Interesse: 
O período de descanso das férias é importante, mas tem muita gente que prefere aproveitar para se dedicar a cursos de aperfeiçoamento e deixar o currículo mais interessante. Horários flexíveis e preços acessíveis são algumas das vantagens. A pessoa não precisa procurar um tema dentro da própria atividade profissional. Qualquer um pode se interessar em aprender a desenvolver um site, por exemplo, sem, necessariamente, trabalhar com isso. As aulas de verão despertam a vontade de estudar e de buscar aprofundamento. São boas oportunidades para gerar interesse por uma profissionalização em determinada área. – Pedro Vieira, coach profissional

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