JORDÂNIA SE VINGA

Para vingar a morte de Moaz Al-Kassasbeh, forças jordanianas lançaram uma série de bombardeios contra posições do grupo extremista Estado Islâmico (EI) na Síria. Autoridades de Amã, que participa da coalizão internacional liderada pelos norte-americanos, afirmaram que os ataques aéreos destruíram depósitos e campos de treinamento mantidos pelo grupo. O comando das Forças Armadas jordanianas afirma que a série de bombardeios é “apenas o início” da resposta aos jihadistas. Nos Estados Unidos e no Reino Unido, legisladores aumentam a pressão por ações contundentes contra o EI.

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Rei Abdullah II da Jordânia e Safi Al-Kassabeh, pai de Moaz

A demonstração de força ocorreu dois dias depois de os extremistas divulgarem imagens de Al-Kassasbeh sendo queimado vivo dentro de uma jaula. Segundo a rede de TV Al-Arabiya, a ação da Jordânia deixou 55 jihadistas mortos, incluindo um comandante conhecido como “Príncipe de Nínive”. A agência de notícias France-Presse aponta que, após completarem a missão de ontem, os caças jordanianos sobrevoaram Karak, onde Al-Kassasbeh morava como uma forma de homenagear o militar assassinado. O rei Abdullah II da Jordânia também visitou o local para oferecer condolências e se reuniu com a família do piloto. O pai de Moaz, Safi Al-Kasasbeh afirmou à emissora norte-americana CNN que o monarca prometeu vingar a morte de Moaz, amplamente condenada pela comunidade internacional. Em editorial publicado ontem, o jornal Al Rai, mantido pelo governo, afirmou que “a Jordânia levará adiante uma guerra até a morte para proteger seus princípios e seus valores”.

Os ataques da aviação do país foram acompanhados pelo comando da coalizão internacional liderada pelos Estados Unidos. Fontes americanas informaram à agência de notícias Reuters que forneceram informações de inteligência e apoio tático à missão jordaniana. Os bombardeios teriam ocorrido na região da cidade de Raqqa, reduto dos jihadistas, no leste da Síria. De acordo com o Pentágono, uma ofensiva aérea feita por outros países da coalizão teve como alvos os arredores de Kobani (norte) e nove regiões do Iraque.

Pressão
A Fox News relatou que congressistas americanos republicanos e democratas avalizam o fornecimento de apoio militar à Jordânia para combater o EI. Durante audiência com Ashton Carter, indicado pela Casa Branca para substituir Chuck Hagel no comando do Departamento de Defesa, o senador republicano John McCain destacou a necessidade de uma estratégia de combate aos jihadistas que contemple o auxílio à campanha jordaniana. A deputada democrata Nancy Pelosi reiterou que os Estados Unidos precisam “agir rapidamente para dar mais capacidade aos jordanianos”.

O Comitê de Defesa do Parlamento britânico cobrou maior participação do Reino Unido no combate aos extremistas na Síria e no Iraque. Apesar de os legisladores não apoiarem o envio de tropas em solo, eles destacaram que as forças britânicas possuem o conhecimento necessário para contribuir ativamente com os esforços, uma vez que participou da invasão do Iraque, entre 2003 e 2007.

Al-Qaeda
A Al-Qaeda no Iêmen anunciou a morte de um de seus líderes, Hareth Al-Nadhari, e de três membros em um ataque de drone feito pelos EUA no fim de janeiro. A ação fez parte de três ofensivas comandadas por Washington a fim de desarticular a Al-Qaeda na Península Arábica (AQAP), o ramo mais perigoso da rede fundada por Osama bin Laden. Em comunicado divulgado pela internet, a AQAP anunciou que o Iêmen sacrificou um grupo de bons muçulmanos em um ataque de drone americano contra o veículo em que estavam em As-Said, na província de Shabwa (sul)”. O grupo identificou os mortos e apresentou Al-Nadhari como um dos líderes da comissão de jurisprudência. O terrorista apareceu em um vídeo, divulgado três dias após o atentado contra a revista Charlie Hebdo, no qual ameaçava a França.

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